Por Milton Brito
É de estarrecer, a notícia desta manhã, divulgada pela Band, quando se anuncia a reunião de estudantes da USP, em prol da Permissividade, no que tange ao consumo de drogas, incluindo a maconha e o álcool.
Indignados, os permissivistas, reagem.
A reação dos alunos da USP se deu por causa da matéria publicada no portal do Jornal Primeira Página (www.jornalpp.com.br) no dia 10 de novembro, quando cerca de mil estudantes realizaram assembleia decidindo pela paralisação dos dias 17 e 18 de novembro. Na matéria foram relatados os ataques feitos à Polícia Militar, que alguns alunos estavam consumindo bebida alcoólica e o fato de alunos utilizarem a palavra durante o ato fazendo menção a descriminalização da maconha. Porém o tema não foi colocado em pauta pela direção do Caaso, mas em quatro falas o tema foi abordado dando apoio à descriminalização.
Descriminalização: Acto . Ato . Ato ou efeito de descriminalizar, de não tratar como crime ou como criminoso. ≠ = CRIMINALIZAÇÃO. descriminalizar - Conjugar (des- + criminalizar) ...
A notícia publicada pelo portal do Jornal Primeira Página (www.jornalpp.com.br ) foi recorde de comentários e acessos. Foram mais de 72 comentários contra ou a favor dos estudantes, além de a notícia receber mais de 5 mil acessos durante todo o dia.
Uma “pérola” de comentário:
“Meu, por que as pessoas querem desvalorizar as questões que os estudantes da USP estão levantando colocando esse lance do consumo das drogas e de bebidas alcóolicas? Que puritanismo barato é esse que está assolando essa sociedade? Puritanismo embebido de HIPOCRISIA, claro. Dane-se se eu ou quem quer que seja consuma ou não drogas, álcool e o diabo nesse país, mas a questão é: me diga onde mais rolam drogas!” Joyce (Unesp/Araraquara)
Felizmente a lucidez:
“Olha não quero ser radical nos comentários, mas sabe não dá mais para aguentar esses universitários arruaceiros por aqui. Há um monte de estudantes do bem, que entendem a sua função de estudantes, mas estes baderneiros do Caaso merecem ser colocados atrás das grades. Eles atentam contra o bem comum, contra a moralidade e contra a boa universidade pública. CHEGA DOS LOUCOS DO CAASO”.
Jurandir Caromano Silva
Comentário sobre o uso de Drogas:
Carlos Newton
O documentário “Quebrando o Tabu”, apresentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defende uma tese que merece repúdio da sociedade. Todos os países que liberaram o consumo de drogas estão voltando atrás, como ocorre na Holanda, na Suíça e em Portugal, onde passaram a ser assistidas cenas deploráveis de dependentes se injetando na veia, em plena rua.
A USP precisa ser revista, com vistas no passado.
Vejamos alguns alunos antes da decadência da maior Universidade do País, hoje abrigando verdadeiros marginais da formação profissional e da intelectualidade.
Alunos célebres
Presidentes da República*: Prudente de Moraes, Campos Salles, Rodrigues Alves, Affonso Penna, Wenceslau Braz, Delfim Moreira, Arthur Bernardes, Washington Luís e Jânio Quadros.
Vultos políticos: barão do Rio Branco, Ruy Barbosa, Ulysses Guimarães, Roberto Costa de Abreu Sodré, Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto, Almino Affonso e Miguel Reale.
Poetas: Álvares de Azevedo, Castro Alves, Fagundes Varela, Hilda Hilst, Guilherme de Almeida, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Décio Pignatari e Paulo Bonfim.
Escritores: José de Alencar, Raul Pompéia, Monteiro Lobato, Cassiano Ricardo, Menotti del Picchia, Plínio Salgado, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Lygia Fagundes Telles.
Jornalistas: Júlio de Mesquita Filho, Otavio Frias Filho, Mino Carta, Roberto D’Ávila, Salomão Esper e José Paulo de Andrade.
Artistas: José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi, John Herbert, Renato Consorte, Vida Alves, Juca de Oliveira, Francisco Cuoco, Raul Cortez, Paulo Autran e Luciano Huck.
Cineasta: Nelson Pereira dos Santos.
* Sobe para 12 o número de ex-presidentes se considerarmos também Júlio Prestes, eleito, mas que não assumiu em razão da Revolução de 1930, José Linhares e Nereu Ramos, ambos interinos por curtos períodos.
LIBERALISMO SIM. LIBERTINAGEM NÃO.
A DEGRADAÇÃO DOS COSTUMES LEVA UM PAÍS AO CAOS.
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
SOB O CÉU DE PARIS
Texto extraído do blog Sob o Céu de Paris, assinado por Penélope.
Outro dia, uma moça que eu tinha acabado de conhecer, ao saber do Sob o céu de Paris, me perguntou: "Quais são as suas músicas francesas preferidas?". Claro que, na hora, eu congelei, e lembrei imediatamente de Nick Hornby e seu ótimo "Alta Fidelidade". A minha resposta foi um grunhido, seguido de um suspiro que terminou com um sorriso e um sincero "Eu não sei!".
Fiquei invocada com aquela pergunta tão abrangente. Especialmente porque a maioria das pessoas, quando fala em música francesa, pensa logo em Piaf, Gainsbourg e Montand. E eu (e você que acompanha este blog) sei muito bem que música francesa não é um estilo, e sim um universo inteiro de gêneros. Assim como a música brasileira, a americana e a inglesa.
Mesmo assim, fiquei refletindo e resolvi fazer uma lista. Fui correndo pedir ajuda ao meu iTunes para ver as mais tocadas entre as canções francesas e decidi fazer duas listas que agora compartilho com vocês.
A primeira, são de clássicos da chanson: aquelas músicas já imortais feitas pelos grandes e consagrados nomes. A segunda é a safra da nouvelle scène, com os jovens de quem gosto e que vivem aparecendo por aqui. Gostaria de lembrar que, para aqueles que quiserem saber mais sobre esta safra, eu fiz uma lista no fim de 2009 destacando os melhores discos da década.
Os clássicos:
1. Non, je ne regrette rien - Edith Piaf
2. Douce France - Charles Trenet
3. Le moribond - Jacques Brel*
4. Que reste-t-il de nos amours - Charles Trenet*
5. La Mer - Charles Trenet*
6. Comme d'habitude - Claude François*
7. Quand on n'a que l'amour - Jacques Brel
8. J'ai deux amours - Josephine Baker
9. Avoir un bon copain - Georges Brassens
10. Jolie Mome - Léo Ferré
* Todas estas foram traduzidas para o inglês e tornaram-se grandes sucessos. Na ordem: "Seasons in the sun" (mega hit do pouco conhecido Terry Jacks); "Beyond the sea" (catapultou Bobby Darin ao estrelato junto com "Mack the knife"); "I wish you love" (que já foi cantada por tanta gente, que nem sei qual é a versão mais importante, mas deve ser a do Nat King Cole) e "My way" (hino absoluto de Frank Sinatra).
Obs.: Perdoem-me as três de Charles Trenet, não posso fazer nada se o homem era um gênio.
Obs. 2: Não reparem a ausência de Gainsbourg na lista. É que ele merece uma só pra ele e farei em breve, em comemoração ao seu aniversário).
Nouvelle scène française:
1. Ton héritage - Benjamin Biolay
2. Sympathique - Pink Martini (são americanos, mas essa música é completamente francesa)
3. Fanny Ardant et moi - Vincent Delerm
4. Louise - Thomas Fersen
5. J'suis pas d'ici - Thomas Dutronc
6. Dis-lui oui - Bénabar
7. Bientôt - Coralie Clément
8. Comme des enfants - Coeur de Pirate
9. Soulman - Ben L'Oncle Soul
quarta-feira, 9 de maio de 2012
SER MÃE É CARREGAR FILHO, NO VENTRE E NA VIDA

O prazer da maternidade presenciado no Hospital da Mulher
Por Renata Leite/Secom PMFS
Elas são de Feira de Santana e região. Algumas vêm até de outros municípios mais distantes. No ventre trazem a esperança e o início de uma nova etapa da vida. E mais do que isso: carregam o significado de ser mãe. No Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) Daniele Evangelista, 23 anos, e Jéssica Santos, 21, aguardam pela chegada de Maria Eduarda e Pedro, respectivamente.
Neste domingo (13), elas terão motivos a mais para comemorar o Dia das Mães. A estudante Jéssica já pôde vivenciar este prazer. A primeira alegria foi há sete anos, quando nasceu Gustavo, o primogênito. Depois vieram Cleiton, hoje com quatro anos, e Ana Clara de três. “Sou privilegiada. Muitas mães não podem ter filhos e Deus me honrou com quatro”, comemora.
Aos oito meses de gestação, Daniele aguarda com grande expectativa a chegada de Maria Eduarda. “Já posso dizer que a minha vida mudou. Hoje me considero mais responsável e madura. Não vejo a hora de olhar para o rostinho dela e poder amamentá-la”, contou a estudante enquanto aguardava pelos exames que iriam indicar a necessidade ou não de uma cesariana.
Acomodada em um dos leitos da maternidade, climatizada e dotada de aparelho de televisão e berço em acrílico, Alexandra Costa, 36 anos, não tira os olhos dos gêmeos Reinan e Ronald. Eles nasceram no último dia 1º de maio. Moradora do município de Conceição do Jacuípe, a dona de casa optou pelo Hospital da Mulher para dar à luz. “Aqui fiz o pré-natal e recebi toda atenção necessária para ter um parto tranquilo”, relata.
A notícia da gravidez foi uma surpresa para Alexandra. Ela não imaginava que poderia gerar mais filhos, pois teve que se submeter a tratamentos para engravidar pela primeira vez. “Não fazia parte dos meus planos ter mais filhos e também não acreditava que poderia engravidar novamente. Mas, agora estou curtindo a novidade de ser mãe de gêmeos. É uma sensação incrível. Cada momento é de descoberta”, comenta.
Mãe Canguru
Assim como Alexandra, Jéssica e Daniela, inúmeras outras mulheres terão a alegria de comemorar o Dia das Mães. Somente no Hospital da Mulher, nos primeiros três meses deste ano, foram realizados 1.083 partos – 357 (janeiro), 346 (fevereiro) e 380 (março). Na unidade hospitalar já receberam alta ou ainda estão internadas pacientes que foram submetidas ao método Mãe Canguru para ajudar na sobrevivência de bebês que nasceram prematuros.
Quem está passando pela experiência de ter um contato mais íntimo com o filho após o parto é Elvira Gomes dos Santos, 32 anos. O pequeno José Arthur nasceu com apenas 30 semanas de gestação e pesando 1,5 quilo. Ele ficou internado alguns dias na UTI Neonatal. Agora, amarrado ao corpo da mãe, contato pele a pele, o bebê aumentou de peso e está mais desenvolvido.
“José Arthur é uma dádiva. Uma graça divina na minha vida. Não conhecia o Mãe Canguru. Mas graças a este método meu filho já está mais crescidinho e vem apresentando melhoras significativas”, observa. Elvira planeja passar seu primeiro Dia das Mães em casa. Se depender do estado de saúde de José Arthur, mãe e filho neste domingo já não estarão mais no Hospital da Mulher.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
FEIRA CELEBRA VISITA DE ARIANO SUASSUNA
Com muito bom humor e em meio a muitos causos em que o sertanejo era sempre o protagonista, o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna proferiu na noite deste domingo (6), sua aula-espetáculo, principal atividade do primeiro da programação da Celebração da Cultura dos Sertões. O evento é promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia, com o apoio de várias secretarias municipais.
O espaço físico do teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim ficou pequeno diante da multidão ávida por ouvir atentamente umas das principais referências intelectuais na defesa da cultura dos sertões. A obra de Ariano Suassuna é toda marcada pela riqueza das personagens e as muitas histórias que povoam o universo e o imaginário sertanejos. Na plateia, gente de todas as idades, muito riso e satisfação com a fala do escritor.
Irreverente, Ariano contou muitos causos, da infância em Taperoá, na Paraíba, e das muitas histórias como ícone da literatura que foca os sertões. Apaixonado, partiu em defesa do povo brasileiro. “O Nordeste é o coração, osso e nervo do Brasil. E o sertão é o coração, osso e nervo do Nordeste”, disse lembrando ao público a necessidade de dar real importância à sua cultura e valores.
Ariano Suassuna falou de futebol, moda, sobre música e literatura, entre outros assuntos. Ele destacou a importância das obras que têm como pano de fundo a fortaleza do sertanejo. “Este é um momento muito importante para mim, como sertanejo que sou. Não existe arte universal, todas as grandes obras que conheço são obras locais universalizadas pela qualidade e pela quantidade de sonho humano que existe ali. Então quando se dá importância a essa cultura feita pelo povo brasileiro, quando eu ou músicos como Elomar e Fábio Paes dão importância, é porque nós sabemos que essa cultura produz em vários momentos obras da maior importância”.
A Celebração da Cultura dos Sertões prossegue na tarde desta segunda-feira (7). O cinema também entra na programação, a partir das 15:00, com a sessão do Circuito Popular de Cinema e Vídeo, que vai projetar o longa-metragem “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, de Glauber Rocha. Às 7:00 noite, tem a atração musical Maviael Melo, e às 8:00, o espetáculo musical do grupo Sertanília. A programação completa da Celebração das Culturas dos Sertões está disponível no site http://www.cultura.ba.gov.br/sertoes.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
FEIRA CELEBRA AS "CULTURAS DO SERTÃO"
Ariano Suassuna, romancista, dramaturgo e poeta, será um dos palestrantes
A figura do vaqueiro e a cultura sertaneja estarão em evidência em Feira de Santana, entre os próximos dias 6 e 11, quando acontece na cidade a “Celebração das Culturas do Sertão”. O evento é promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos (Seagri).
“Este evento vai promover as culturas dos sertões, valorizando a figura do vaqueiro, uma das mais importantes do sertão nordestino”, destaca o secretário de Agricultura, Ozeny Moraes. Na verdade, a celebração terá início no dia 5, em Salvador, com solenidade no Teatro Castro Alves. A partir do dia 6 as atividades serão no Centro de Cultura Amélio Amorim.
Desfile de vaqueiros e aboiadores, exposições, lançamentos de livros CDs, encontros de repentistas, sanfoneiros e violeiros, rodas de conversa, apresentações musicais e palestras fazem parte da programação. Dentre estas, a mais esperada é, sem dúvida, a do escritor Ariano Suassuna, romancista, dramaturgo e poeta paraibano, autor de obras como o “Auto da Compadecida” e “Farsa da Boa Preguiça”.
Com informações da Secom/PMFS
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ACABOU A MICARETA, AGORA É SÓ SAUDADE.
Alegria, tranquilidade e satisfação. Enfim, sucesso! Este é o resultado da Micareta 2012, realizada pela Prefeitura de Feira de Santana entre os dias 19 e 22 de abril. Nestes quatro dias de muita festa, o folião pipoca pôde se divertir com as mais diversas atrações nacionais e locais, dentre elas: Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Magary Lord, Margareth Menezes, Carlinhos Brow, Pablo, Paulo Bindá e Márcia Porto.
Foi a Micareta do povão. E haja gente!O circuito Maneca Ferreira, na avenida Presidente Dutra, foi tomado por uma multidão de quinta-feira (primeiro dia oficial da festa) a domingo. Pessoas que foram para brincar, dançar, extravasar. Democraticamente, num verdadeiro bloco sem cordas, o folião acompanhou de perto no corredor da folia a apresentação de grandes atrações contratadas pelo Governo Municipal.
A musa do axé, Ivete Sangalo, foi uma das mais esperadas. E ela correspondeu à expectativa. De cima do trio elétrico Barretão, a cantora “abalou” as estruturas, fez um “arerê”, uma “levada louca” na avenida. E também correspondeu aos fãs mais apaixonados num “amor perfeito”, “na base do beijo”, numa “química perfeita”.
Este domingo de Micareta, certamente, ficará marcado na memória do povão. Teve ainda Trem de Pouso com Ninha, Adelmo Casé e sua Negra Cor, furacão Psirico, Tomate à frente de A Tribo, uma aeronave na avenida, o Aviões Elétrico, mais o pagode alegre da turma do É o Tchan e o axé do Chicana, que puxaram o bloco Pinta Lá, dentre tantos outros.
A passagem do Chiclete com Banana, na sexta-feira (20), foi uma explosão de alegria. Felicidade que transbordava entre rostos de todas as cores, raças, idades, classes e tribos. Um contagiante coral de vozes ecoou pelo sítio da festa entoando vários sucessos da banda, liderada pelo cantor Bel Marques. Este foi o segundo ano consecutivo que o Chiclete vem a Feira de Santana comandar a folia na pipoca.
Já Magary Lord fez sua estreia na Micareta de Feira, no sábado (21). Ao som do estilo Black Semba, ele inventou moda na avenida. A ansiedade dos foliões para vê-lo no Maneca Ferreira foi compensada com uma grande apresentação, marcada pela irreverência do grupo musical. E como não poderia faltar, Magary cantou “Billie Jean”, destaque pela coreografia e letra da música, seguido do cumprimento que se tornou marca das apresentações do cantor: “Iêba, iêba”.
Mistura de estilo e ritmo
Samba de roda, carros alegóricos e apresentação de manifestações da cultura afro. Na Micareta 2012, o axé também cedeu espaço ao regaee, lambada e arrocha. O forró pé de serra foi levado para a avenida pelo bloco Folia Caipira, que homenageou o centenário do rei do baião, Luiz Gonzaga. O bloco Quixabeira da Matinha representou o samba de roda e as raízes da zona rural feirense. Músicas que cantam os dramas e alegrias dos sertanejos e do homem do campo foram resgatadas ao longo do desfile na avenida.
O som dos tambores, atabaques e agogôs animaram o circuito Quilombola, durante as apresentações dos blocos afros e afoxés. O espaço dotado de arquibancada e palco concentrou também inúmeras pessoas que preferem ficar mais afastadas do centro da festa. No Espaço Charles Albert, situado no bairro Kalilândia, famílias, idosos, crianças, enfim, um público variado também encontrou muita diversão ao som das marchinhas que deram à Micareta de Feira o tom dos antigos carnavais.
Neste ano o espaço fez uma homenagem ao centenário do rei do baião, Luiz Gonzaga. O local foi decorado com detalhes bem irreverentes, com máscaras, palhaços, plumas e até mesmo um jeep. A folia por lá teve início com a coroação das majestades da terceira idade. O baile infantil também abrilhantou a folia de momo. Crianças fantasiadas encheram a praça da Kalilândia de inocência. Que público animado!
Renata Leite, jornalista.
Foi a Micareta do povão. E haja gente!O circuito Maneca Ferreira, na avenida Presidente Dutra, foi tomado por uma multidão de quinta-feira (primeiro dia oficial da festa) a domingo. Pessoas que foram para brincar, dançar, extravasar. Democraticamente, num verdadeiro bloco sem cordas, o folião acompanhou de perto no corredor da folia a apresentação de grandes atrações contratadas pelo Governo Municipal.
A musa do axé, Ivete Sangalo, foi uma das mais esperadas. E ela correspondeu à expectativa. De cima do trio elétrico Barretão, a cantora “abalou” as estruturas, fez um “arerê”, uma “levada louca” na avenida. E também correspondeu aos fãs mais apaixonados num “amor perfeito”, “na base do beijo”, numa “química perfeita”.
Este domingo de Micareta, certamente, ficará marcado na memória do povão. Teve ainda Trem de Pouso com Ninha, Adelmo Casé e sua Negra Cor, furacão Psirico, Tomate à frente de A Tribo, uma aeronave na avenida, o Aviões Elétrico, mais o pagode alegre da turma do É o Tchan e o axé do Chicana, que puxaram o bloco Pinta Lá, dentre tantos outros.
A passagem do Chiclete com Banana, na sexta-feira (20), foi uma explosão de alegria. Felicidade que transbordava entre rostos de todas as cores, raças, idades, classes e tribos. Um contagiante coral de vozes ecoou pelo sítio da festa entoando vários sucessos da banda, liderada pelo cantor Bel Marques. Este foi o segundo ano consecutivo que o Chiclete vem a Feira de Santana comandar a folia na pipoca.
Já Magary Lord fez sua estreia na Micareta de Feira, no sábado (21). Ao som do estilo Black Semba, ele inventou moda na avenida. A ansiedade dos foliões para vê-lo no Maneca Ferreira foi compensada com uma grande apresentação, marcada pela irreverência do grupo musical. E como não poderia faltar, Magary cantou “Billie Jean”, destaque pela coreografia e letra da música, seguido do cumprimento que se tornou marca das apresentações do cantor: “Iêba, iêba”.
Mistura de estilo e ritmo
Samba de roda, carros alegóricos e apresentação de manifestações da cultura afro. Na Micareta 2012, o axé também cedeu espaço ao regaee, lambada e arrocha. O forró pé de serra foi levado para a avenida pelo bloco Folia Caipira, que homenageou o centenário do rei do baião, Luiz Gonzaga. O bloco Quixabeira da Matinha representou o samba de roda e as raízes da zona rural feirense. Músicas que cantam os dramas e alegrias dos sertanejos e do homem do campo foram resgatadas ao longo do desfile na avenida.
O som dos tambores, atabaques e agogôs animaram o circuito Quilombola, durante as apresentações dos blocos afros e afoxés. O espaço dotado de arquibancada e palco concentrou também inúmeras pessoas que preferem ficar mais afastadas do centro da festa. No Espaço Charles Albert, situado no bairro Kalilândia, famílias, idosos, crianças, enfim, um público variado também encontrou muita diversão ao som das marchinhas que deram à Micareta de Feira o tom dos antigos carnavais.
Neste ano o espaço fez uma homenagem ao centenário do rei do baião, Luiz Gonzaga. O local foi decorado com detalhes bem irreverentes, com máscaras, palhaços, plumas e até mesmo um jeep. A folia por lá teve início com a coroação das majestades da terceira idade. O baile infantil também abrilhantou a folia de momo. Crianças fantasiadas encheram a praça da Kalilândia de inocência. Que público animado!
Renata Leite, jornalista.
terça-feira, 10 de abril de 2012
UM TOQUE DE VIDA

Por Madalena de Jesus
Tudo na vida dela foi intenso. Da alegria à dor. Da ingenuidade diante da maldade humana à generosidade que a levava a dar até o que não possuía. E quando a questão era amar... Ah! Ela levava tudo na frente, porque o seu amor também não tinha medida: pelos filhos, pelos parentes, pelos amigos, pelo próximo, pela vida.
Cida era, sobretudo, vida. E demonstrava isso no falar, no dançar, no vestir. Se fosse flor, certamente seria um girassol, espalhando brilho e cor para todos os lados. Talvez um girassol roxo ou lilás, rosa choque ou verde limão. Impossível? Não para ela, que tornava reais as coisas mais inverossímeis e fazia realizar os mais estapafúrdios projetos.
Mas de todas as características da jornalista que tinha pena até de família de bandido morto a mais forte em minha lembrança é a segurança. Sabe aquela pessoa que parece ter certeza absoluta de tudo, mesmo quando o medo era iminente e todas as probabilidades de algo dar errado eram bem visíveis? Ela fazia de conta que não estava vendo e seguia em frente. Sempre.
Foi assim, por exemplo, quando sua irmã Zefa partiu para outra dimensão e no meio da dor de perder alguém tão querido, ela decidiu adotar seus dois filhos. Assim, na hora, sem maiores questionamentos. Não houve um momento sequer de dúvida, porque para Cida nunca existiu dúvidas quando a questão era fazer o bem, ajudar, compartilhar, dar.
Mais do que colega de profissão – e com muito orgulho – amiga e comadre, Cida foi minha parceira de vida. E suas últimas palavras, na assustadora lucidez de nosso último encontro, foram “se cuide”, uma prova inequívoca de que ali, no leito do Hospital Dom Pedro de Alcântara, estava viva – como permanecerá para sempre – a sua essência.
Aceitava todos, sem restrições. No meu caso, mesmo quando algum palavrão escapulia da minha boca, por mais que eu evitasse falar diante dela. “Minha comadre fala essas coisas com tanta naturalidade...” Apenas um comentário, sem nenhuma reprovação. Também não era dada a cobranças, a não ser que nós, os amigos, estivéssemos sempre por perto.
Eu poderia contar casos e mais casos de nossas viagens quando trabalhávamos na Gazeta de Notícias e na Revista Panorama; de nossa convivência diária no Jornal Folha do Estado e na Secretaria de Comunicação Social (Secom); ou mesmo no dia a dia de nossa convivência. Éramos comadres no mais profundo sentido da palavra.
Cida não teve filha. Somente meninos, um dos quais dividiu comigo a maternidade, permitindo que eu fosse responsável por dar a Victor o primeiro sacramento, o Batismo. Talvez isso justifique o imenso amor que desenvolveu por Bárbara, a quem chamava de princesa e tinha orgulho e carinho de uma verdadeira mãe.
Aliás, ela era mesmo meio “mãezona” dos sobrinhos, das crianças que moravam por perto e dos filhos dos colegas jornalistas. Tanto que criou o bloco “Zerinho”, que este ano completaria 21 anos de avenida, para a alegria da garotada. Não foi à toa que a última edição do bloco que ela produziu o tema foi “Mulher Maravilha”.
Enfim... Mais uma vez ela surpreendeu e nos deixou meio que abobalhados diante do fim de uma luta que acreditávamos que seria vitoriosa, pela fé que emanava dela. Resignada, não reclamava jamais. Determinada, não desistia nunca. E até o fim manteve acesa a chama do que a movia e fez dela uma rainha entre nós: o amor pelas pessoas.
Cida foi a melhor pessoa que já conheci nesses 54 anos de vida. E digo isso sem medo de ser piegas, porque é a mais pura verdade. Senti isso bem de perto muitas e muitas vezes, principalmente durante o período que mantive no ar seu programa – ou melhor, seu projeto de vida – “Um Toque de Mulher”, que para mim representou “Um Toque de Vida”. Eterno, como ela.
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