As marcas do Florir Vida vão muito além do jardim em uma pracinha em frente à casa de Regina, no alto da Floresta – sugestivo nome do bairro onde ergueu moradia há uns bons anos. Vale lembrar que a sua casa é uma espécie de espaço comunitário, aberto à comunidade que responde ao projeto que semeia não apenas flores, mas iniciativas artísticas e culturais nas mais variadas modalidades.
Nas palestras, nos shows musicais, nas apresentações de dança ou teatro, tudo é mágico, com direito até a fada! E a energia correu solta em todos os momentos, em especial na apresentação do grupo Ilê Aiyê, com seus tambores, sorrisos e movimentos corporais contagiantes. Não foi à toa que o público encarou a chuva e o frio do início da madrugada. Ninguém arredou o pé das arquibancadas da concha até o final.
Entre os artistas locais, Mazinho (você já tomou café com farinha?), que vive em Feira de Santana, mas não desgruda da terra onde nasceu, companheiro de viagem, ao lado da amiga da vida inteira Sueli. Esta, pernambucana de nascimento, fez o percurso inverso. Deixou Feira de Santana e, por quase uma década, viveu a tranquilidade da pequena cidade que encanta pela simplicidade e o aconchego.
Foi nesse clima que apresentei o Tabuleiro da Maria. Primeiro, com uma palestra sobre a importância de semear boas notícias em um momento de tantas incertezas, usar a comunicação para o bem, escrever colorido (lembram Beatriz e Eveline?). Depois, o lançamento de fato, em praça pública, com momento de autógrafo e conhecimento de novas pessoas. Por fim, um almoço especial, no dia seguinte, na casa de Tassi, responsável por minha ida à cidade.
Mais do que uma anfitriã perfeita, ela foi uma luz naquele fim de semana inesquecível. Em sua casa, aconteceu o terceiro momento de celebração, à vida e ao Tabuleiro. Cercada de amigos, alguns já de outras vivências e outros recém-adquiridos, adiei o máximo possível a hora de retornar. O suficiente para assistir a passagem da cavalgada, próximo ao mercado, onde, durante a manhã, curtimos o clima da feira que vende tudo e tem espaço para todos.
Voltando ao ponto inicial, o Festival Florir Vida, decidi não citar nomes, para não correr o risco de esquecer algum. Mas um não dá para ficar de fora: Osni. Sua ternura me comoveu. Ficamos próximos poucos minutos, o tempo suficiente para algumas fotos. Mas quando vi duas meninas encenando a peça “Ser ou Ter”, em que toda a história é contada silenciosamente, eu pude ver a sua alma. E a semente que plantou germinando.
Madalena de Jesus































