terça-feira, 18 de junho de 2013

O MESTRE RECRIA A PRÓPRIA ARTE







Li no status do jornalista Janio Rego no Facebook que "o fotojornalista Beto Souza acompanhou passo-a-passo o trabalho de Juraci Dórea nesta terça-feira (18), no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs),  remontando a escultura 'Terra', com tomadas de Tuna Espinheira para um documentário sobre o artista". Não resisti e reproduzo aqui as fotos do mestre Juraci feitas por Beto, com a devida dispensa de quaisquer comentários.

Madalena de Jesus

segunda-feira, 17 de junho de 2013

COMO SE FOSSE UMA DESPEDIDA


Ideilton Ramos: poeta, escritor, cidadão, amigo.

Até na hora de partir ele se fez diferente, inusitado, especial.
Homem das letras, preferiu o silêncio dos sábios, sem despedidas.
Contrariou as probalidades: o atleta parou de pedalar assim, sem mais nem menos, e pronto...
Encerrou o ciclo. Acabou a festa.
Ficou a imagem da alegria, mesmo com toda tristeza regada a lágrimas.
E no momento final, nem o céu se conteve e chorou!


Madalena de Jesus
Jornalista e professora

O PROTESTO NOSSO DE CADA DIA




Acho engraçados esses protestos do povo brasileiro.
Aliás, protesto ou baderna?
Não se sabe nem contra o que estão manifestando, mas o que vale é ir para a rua, falar um mais alto do que o outro, medir força com a polícia e assim chamar a atenção de todos, inclusive dos países de primeiro mundo, que só fazem desmerecer o Brasil, e sinceramente, desse jeito eu tenho que concordar.
Todo país do mundo tem problema social. Vamos reivindicar nossos direitos sim, mas da forma correta.
Por que nas eleições  não se faz paralisação???
NINGUÉM SAI DE CASA PARA VOTAR!
Pronto, já seria o suficiente para dar um susto nos tais governantes que se quer atingir. Mas cada um tem seus interesses não é mesmo? Meu tio é candidato, meu amigo vai me indicar para um cargo de confiança, ou até fulano vai 'ajeitar' a minha rua. Cada um sempre pensando em seu próprio umbigo.
O melhor protesto é o comportamento.
Comece a mudar dentro de casa que não será preciso ir para a rua quebrar nada ou ser atingido por bala de borracha.

Bárbara Gomes
Arquiteta e Urbanista
Engenheira de Segurança do Trabalho

domingo, 16 de junho de 2013

O HOMEM, O PÁSSARO E O TEATRO



Sábado, meio da tarde, um passeio pelo Centro Histórico de Ilhéus, revendo o Bataclã, o Vesúvio, a bela Igreja de São Sebastião emoldurada pelo mar, a Casa de Jorge Amado... Tudo perfeito. Até a chegada de um senhor, com um pássaro na gaiola. Diante do Teatro Municipal ele coloca a gaiola no chão, pega um martelo e fixa um prego na lateral da placa indicativa do espaço cultural. Deixa a gaiola no local e sai tranquilamente. Com certeza voltará mais tarde, ao cair do sol, para levar a ave enclausurada. Uma pergunta está martelando na minha cabeça desde aquele momento: será que algum prefeito, governador ou presidente da República pode dar jeito nisso?


Madalena de Jesus

sábado, 11 de maio de 2013

PARA SEMPRE





Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drumond de Andrade

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ALTAR PARTICULAR



Cantora Maria Gadu


Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser

Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor

Maria Gadú

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A OSTRA E AS PÉROLAS



"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas."

Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produza uma pérola !

Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!

(Anônimo)