Madalena de Jesus
sábado, 22 de junho de 2013
MOMENTOS DO SÃO JOÃO DE CRUZ DAS ALMAS
Madalena de Jesus
terça-feira, 18 de junho de 2013
O MESTRE RECRIA A PRÓPRIA ARTE
Li no status do jornalista Janio Rego no Facebook que "o fotojornalista Beto Souza acompanhou passo-a-passo o trabalho de Juraci Dórea nesta terça-feira (18), no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), remontando a escultura 'Terra', com tomadas de Tuna Espinheira para um documentário sobre o artista". Não resisti e reproduzo aqui as fotos do mestre Juraci feitas por Beto, com a devida dispensa de quaisquer comentários.
Madalena de Jesus
segunda-feira, 17 de junho de 2013
COMO SE FOSSE UMA DESPEDIDA
Ideilton Ramos: poeta, escritor, cidadão, amigo.
Homem das letras, preferiu o silêncio dos sábios, sem despedidas.
Contrariou as probalidades: o atleta parou de pedalar assim, sem mais nem menos, e pronto...
Encerrou o ciclo. Acabou a festa.
Ficou a imagem da alegria, mesmo com toda tristeza regada a lágrimas.
E no momento final, nem o céu se conteve e chorou!
Madalena de Jesus
Jornalista e professora
O PROTESTO NOSSO DE CADA DIA
Acho engraçados esses protestos do povo brasileiro.
Aliás, protesto ou baderna?
Não se sabe nem contra o que estão manifestando, mas o que vale é ir para a rua, falar um mais alto do que o outro, medir força com a polícia e assim chamar a atenção de todos, inclusive dos países de primeiro mundo, que só fazem desmerecer o Brasil, e sinceramente, desse jeito eu tenho que concordar.
Todo país do mundo tem problema social. Vamos reivindicar nossos direitos sim, mas da forma correta.
Por que nas eleições não se faz paralisação???
NINGUÉM SAI DE CASA PARA VOTAR!
Pronto, já seria o suficiente para dar um susto nos tais governantes que se quer atingir. Mas cada um tem seus interesses não é mesmo? Meu tio é candidato, meu amigo vai me indicar para um cargo de confiança, ou até fulano vai 'ajeitar' a minha rua. Cada um sempre pensando em seu próprio umbigo.
O melhor protesto é o comportamento.
Comece a mudar dentro de casa que não será preciso ir para a rua quebrar nada ou ser atingido por bala de borracha.
Bárbara Gomes
Arquiteta e Urbanista
Engenheira de Segurança do Trabalho
domingo, 16 de junho de 2013
O HOMEM, O PÁSSARO E O TEATRO
Sábado, meio da tarde, um passeio pelo Centro Histórico de Ilhéus, revendo o Bataclã, o Vesúvio, a bela Igreja de São Sebastião emoldurada pelo mar, a Casa de Jorge Amado... Tudo perfeito. Até a chegada de um senhor, com um pássaro na gaiola. Diante do Teatro Municipal ele coloca a gaiola no chão, pega um martelo e fixa um prego na lateral da placa indicativa do espaço cultural. Deixa a gaiola no local e sai tranquilamente. Com certeza voltará mais tarde, ao cair do sol, para levar a ave enclausurada. Uma pergunta está martelando na minha cabeça desde aquele momento: será que algum prefeito, governador ou presidente da República pode dar jeito nisso?
Madalena de Jesus
sábado, 11 de maio de 2013
PARA SEMPRE
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drumond de Andrade
quinta-feira, 9 de maio de 2013
ALTAR PARTICULAR
Cantora Maria Gadu
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal
E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor
Maria Gadú
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