sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A BRASILIDADE DE TARSILA IMPRESSA NAS ROUPAS DA OSKLEN





 Fotos: Divulgação

A recente coleção-cápsula da marca Osklen nos inspirou a pensar sobre a roupa, a arte, a potência do estilo e a identidade nacional. Seduzido pelo corpo disforme de Abaporu (1928), pelas disposições cromáticas de Palmeiras (1925) e pela exorbitância das formas de Antropofagia (1929, que traz a junção do "Abaporu" com "A Negra), Oskar Metsavaht conseguiu imprimir, mais uma vez, o seu DNA nas peças criadas em homenagem a esta grande artista brasileira da fase modernista que inspirou o movimento antropofágico, Tarsila do Amaral.

Os espectadores e fashionistas tiveram a oportunidade de conferir as roupas no dia 28 de agosto durante a São Paulo Fashion Week (SPFW), distribuídas entre vestidos, saiais, blusas, chemises, macacões e tops ajustados como corset; além de uma camisaria e calças clochard. Na cartela de cores, o branco, areia, caqui e o vermelho, e é claro, muita estampa. Entre os tecidos, destaque para o linho, a seda, algodão reciclado e couro de pirarucu e salmão. A silhueta apresentou formas geométricas em técnicas de moulage e alfaiataria. Entre os acessórios, chamou atenção a bolsa de madeira, lembrando uma maleta de pintura.

Para a criação das peças, o designer buscou se aproximar do grafismo dos traços puros dos desenhos e esboços, feitos com lápis ou nanquim pelas mãos da artista. E segundo Oskar, o maior desafio foi não interferir na obra de Tarsila. Eu quis manter o trabalho dela puro e então "imprimi-lo" em novas formas. O resultado tinha que ser algo novo com a expressão e a alma da arte dela e o design e estilo da Osklen”.

Nessa conjunção entre arte e moda, um tema em peculiar emerge com força e vitalidade: a identidade nacional. Não só Tarsila soube retratar muito bem um período do Brasil que se modernizava e toda sua urbanidade, com máquinas e trilhos, símbolos do novo tempo; bem como trouxe à tela temas tropicais brasileiros, exaltando a nossa fauna e flora. Assim, numa segunda fase do seu trabalho, que desencadeia o movimento antropofágico, a ideia era digerir as influências europeias numa arte eminentemente brasileira. Modernismo e antropofagia numa alusão à universalidade e localidade.

Também na marca de Oskar Metsavaht vislumbramos essa característica aparentemente paradoxal que mescla técnicas e influências globais com as peculiaridades de um fazer local, que se revelam numa expressão com estilo marcadamente brasileiro. Apropriando-se do lifestyle brasileiro, a grife une urbanidade e natureza, sofisticação e despojamento, orgânico e tecnológico, global e local. O próprio designer revela: “sempre acreditei em fazer da Osklen uma representação do estilo de vida do Brasil”.

E assim, de fato, tem sido ao longo desses quase 30 anos da marca. A Osklen é uma dessas grifes que revelam a potência da moda em expressar modos de ser e de estar, costumes e estilos de vida, tanto no âmbito pessoal, quanto numa dimensão coletiva. Nesse sentido, reiteramos que a moda tem a capacidade de constituir processos identitários, uma vez que reconhecemos que a identidade se constrói e se reconstrói constantemente no interior das trocas sociais. Como observa Denys Cuche, a identidade é sempre resultante de um processo de identificação. E sabemos que, sobretudo na contemporaneidade, os laços identificatórios perpassam potencialmente pela dimensão da visualidade de si e do outro, em que a composição da aparência (escolha das roupas, dos acessórios, da maquiagem e do corte de cabelo) tem sido um elemento fundamental, numa cultura estetizada ao extremo.

Nas vestes vaporosas, elegantes e cheias de vida de Oskar Metsavaht, a moda transpira o universo modernista e repleto de brasis de Tarsila do Amaral. O estilo de dois criadores se entrelaçam na composição de formas exitosas, como diria Luigi Pareyson, revelando os traços personalíssimos de cada um dos artistas e, ao mesmo tempo, as influências culturais e plásticas de cada uma das épocas em que produziram suas obras. Respeitosamente Metsavaht conserva o estilo Tarsila, ainda que seja capaz de traduzi-lo em novas configurações formais que, agora, para além da contemplação, podem ser vestíveis. Também aqui, o modo de formar singular do diretor criativo da Osklen se revela.

Ao recorrer a vida e obra de Tarsila do Amaral, a Osklen reforça os laços entre a moda e a arte, além de homenagear a cultura brasileira. Exibe de forma expressiva e contundente que tanto o universo fashion, quanto o ambiente artístico tem a capacidade de envolver e emocionar com suas belas e instigantes formas, bem como de nos reinscrever na nossa cultura, a cada vez remodelada, e de nos devolver a nossa identidade, a cada vez transformada e enriquecida pelas dinâmicas das experiências vividas.

Renata Pitombo Cidreira é professora da UFRB, jornalista e pesquisadora de moda. Autora de Os sentidos da moda (2005), A sagração da aparência (2011) e As formas da moda (2013), entre outros.

domingo, 17 de setembro de 2017

PROJETO FLORIR VIDA: A CHAVE É SEMEAR

































Quando eu fui convidada para lançar o Tabuleiro da Maria no Festival Florir Vida, em Mundo Novo, aceitei na hora. Um evento com esse nome! Logo me interessei pela história da idealizadora, Regina Cruz. Nome de rainha, guerreira do movimento negro da Bahia, personagem que transita entre a educação e a cultura com jeito de menina e determinação de mulher. A chave é semear. O festival é o momento da colheita.

As marcas do Florir Vida vão muito além do jardim em uma pracinha em frente à casa de Regina, no alto da Floresta – sugestivo nome do bairro onde ergueu moradia há uns bons anos. Vale lembrar que a sua casa é uma espécie de espaço comunitário, aberto à comunidade que responde ao projeto que semeia não apenas flores, mas iniciativas artísticas e culturais nas mais variadas modalidades.

Nas palestras, nos shows musicais, nas apresentações de dança ou teatro, tudo é mágico, com direito até a fada! E a energia correu solta em todos os momentos, em especial na apresentação do grupo Ilê Aiyê, com seus tambores, sorrisos e movimentos corporais contagiantes. Não foi à toa que o público encarou a chuva e o frio do início da madrugada. Ninguém arredou o pé das arquibancadas da concha até o final.

Entre os artistas locais, Mazinho (você já tomou café com farinha?), que vive em Feira de Santana, mas não desgruda da terra onde nasceu, companheiro de viagem, ao lado da amiga da vida inteira Sueli. Esta, pernambucana de nascimento, fez o percurso inverso. Deixou Feira de Santana e, por quase uma década, viveu a tranquilidade da pequena cidade que encanta pela simplicidade e o aconchego.

Foi nesse clima que apresentei o Tabuleiro da Maria. Primeiro, com uma palestra sobre a importância de semear boas notícias em um momento de tantas incertezas, usar a comunicação para o bem, escrever colorido (lembram Beatriz e Eveline?). Depois, o lançamento de fato, em praça pública, com momento de autógrafo e conhecimento de novas pessoas. Por fim, um almoço especial, no dia seguinte, na casa de Tassi, responsável por minha ida à cidade.

Mais do que uma anfitriã perfeita, ela foi uma luz naquele fim de semana inesquecível. Em sua casa, aconteceu o terceiro momento de celebração, à vida e ao Tabuleiro. Cercada de amigos, alguns já de outras vivências e outros recém-adquiridos, adiei o máximo possível a hora de retornar. O suficiente para assistir a passagem da cavalgada, próximo ao mercado, onde, durante a manhã, curtimos o clima da feira que vende tudo e tem espaço para todos.

Voltando ao ponto inicial, o Festival Florir Vida, decidi não citar nomes, para não correr o risco de esquecer algum. Mas um não dá para ficar de fora: Osni. Sua ternura me comoveu. Ficamos próximos poucos minutos, o tempo suficiente para algumas fotos. Mas quando vi duas meninas encenando a peça “Ser ou Ter”, em que toda a história é contada silenciosamente, eu pude ver a sua alma. E a semente que plantou germinando.

Madalena de Jesus

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O MEU DESEJO




Eu tentei
E te contei
O meu amor eu te dei
Mas eu, lamentavelmente, fracassei.

Agora você foi
E eu estou aqui,
Pedindo para você voltar...
E ficar.

Faria qualquer coisa
Para ter a oportunidade 
De ver seu sorriso. 
Eu quero só isso
Ver seu sorriso novamente.

Gabriel Bizama tem 14 anos

domingo, 27 de agosto de 2017

ROUPA, IMAGINÁRIO E AFETO: A APARÊNCIA DA BOA MORTE



As integrantes da Irmandade da Boa Morte estão associadas ao candomblé/Reprodução

No último dia 15 de agosto, data em que se celebra a Assunção de Maria, nos festejos da Irmandade da Boa Morte, tivemos a oportunidade de, mais uma vez, apreciar a procissão pelas ruas da cidade heroica de Cachoeira, bem como assistir a missa na Igreja da Matriz. Um dos pontos altos da festividade que inicia seu calendário no dia 13 e se estende até o dia 16 de agosto, o dia 15 é reverenciado pelas irmãs, pela comunidade local e pelos turistas que colorem as ruas da cidade.

Emblemática pela dimensão religiosa que agrega, a Irmandade da Boa Morte, incorpora de forma plena e apaziguadora o respeito ao catolicismo e o culto ao candomblé, num exercício dinâmico de sincretismo. O culto mariano da Boa Morte, resquício dos arquétipos tecidos pelos jesuítas e vivenciados pela devoção portuguesa, ao migrar para Cachoeira, vai modificando-se, aos poucos, uma vez que as integrantes da Irmandade estão associadas ao culto do candomblé, sendo muitas delas Mães-de-Santo.

Além disso, é um marco de resistência que aponta para dois âmbitos importantes: a força da mulher e o orgulho da raça negra. Imersos neste cenário, gostaríamos de chamar a atenção para a dimensão imaginária e afetiva das vestimentas e do ato de vestir presentes na Irmandade da Boa Morte, uma vez que compreendemos que as evocações as esferas do sagrado, e as resistências de gênero e raça são também reforçadas pelas vestes usadas pela Boa Morte. A roupa, compreendida na sua dimensão simbólica e imaginária, é um elemento importante na constituição cultural; reforça mitos e signos, reestrutura valores e tradições.

As roupas guardam algo de cada um de nós, pois como diria Stallybrass “[...] a mágica da roupa está no fato de que ela nos recebe: recebe nosso cheiro, nosso suor; recebe até mesmo nossa forma”, ao que acrescenta: “As roupas recebem a marca humana” E esse acolhimento faz com que elas tenham a capacidade de presentificar uma ausência, daí sua dimensão imaginária e afetiva. E também a sua relação com a memória.



Foto: Renata Pitombo | Divulgação

É nesse sentido que as vestes da Boa Morte presentificam tradições, costumes e valores, bem como atualizam os mesmos, na medida em que também elas são ressignificadas, reformuladas...

Pelas ruas cachoeiranas transitam essas mulheres paramentadas com suas vestes e adereços, as quais vão constituir espaços de identificação e pertencimento, numa relação fecunda entre a roupa e o corpo e a teatralização corporal. Assim, podemos observar a relação afetiva que as irmãs estabelecem com as vestimentas, destacando os sentidos expressos por cada veste e como o sincretismo religioso e os marcos identificatórios se costuram entre a combinatória das peças de roupas.

No dia 15, a Assunção de Maria, como já mencionamos, as irmãs usam a roupa de gala, composta de uma bata (camisu ou camisa de rapariga, sendo o tecido de richelieu branco, antes trazido da França pelos portugueses) e saia plissada preta, simbolizando a postura social das escravas alforriadas em relação às comuns. Há de se ressaltar que essa vestimenta foi introduzida na Irmandade, pois esta já fazia parte da cultura africana no país.

Neste dia também é usado um xale (pano-da-costa) característico da Irmandade, sendo dividido em dois lados, um preto de veludo e o outro de vermelho de seda pura. É também permitido às adeptas dessa Irmandade o uso de joias. Como observa Marques, as mulheres usam “muitos colares, guias, balangandãs, pulseiras e anéis prateados e dourados”, ao que acrescenta: “(...) o ouro representa a riqueza e a beleza, o vermelho do pano da costa, antes preto, um sinal do sangue (menstrual também), na vida (viva) em Oxum/Yemanjá”.

Para além da dimensão simbólica, a indumentária da Boa Morte resgata uma dimensão valorativa do eu, enquanto sujeito que luta por liberdades, dentre as quais a de culto, de crença e de pertencimento que são aspectos fundamentais à constituição dos indivíduos. Nesse sentido, a visualidade dos corpos-vestidos das irmãs, nos faz partilhar um momento singular, em que se exalta a própria existência e em que sentimos o vigor da tradição e a força das expectativas, no campo do presente. Memória, imaginação e afeto nos atingem no espetáculo visual que toma conta das ruas de Cachoeira.

Assim é a Irmandade: rica, complexa, sincrética. Uma tessitura repleta de tramas, imaginação e afetos. Potência aberta e indefinida de sentidos.

Renata Pitombo Cidreira é professora da UFRB, jornalista e pesquisadora de moda. Autora de Os sentidos da moda (2005), A sagração da aparência (2011) e As formas da moda (2013), entre outros.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SUPERANDO TRANSTORNOS MENTAIS E CONQUISTANDO AUTONOMIA PARA UMA VIDA MELHOR








Ao meio-dia o banquete foi servido: feijoada, vinagrete, farofa, arroz e carne. Usando um vestido de flores e um cachecol laranja que a deixou mais elegante, Maria Damasceno Oliveira, 60 anos, se produziu especialmente para a confraternização entre ex-residentes do Hospital Especializado Lopes Rodrigues e que hoje moram em residências terapêuticas.

Foi um reencontro marcado pela emoção. Há anos não se viam. Eles, agora, estão distribuídos em três das onze residências mantidas pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde – duas delas estão em reforma. As casas são destinadas a pessoas que, embora sofram de transtornos mentais leves ou moderados, estão em condições de serem reinseridas na sociedade. Elas também possuem autonomia.

O almoço foi promovido em uma destas residências, que está situada no bairro Parque Getúlio Vargas, onde moram sete mulheres. No encontro provaram que nem a distância e nem o tempo foram capazes de apagar da memória a fisionomia uns dos outros. A amizade de longos anos, formada do convívio diário em um hospital psiquiátrico, estava mantida.
Sorriram e se abraçaram, numa demonstração que a ressocialização tem contribuído para torná-los não só pessoas independentes, mas afetuosas e tranquilas.

Feliz por poder usar as suas próprias roupas e simples produtos da higiene pessoal, como sabonetes e o perfume preferido, Maria Damasceno abraça e se deixa abraçar pelos amigos. Com um sorriso simpático, ela é a prova inconteste de que a ressocialização é possível e contribui para tornar estas pessoas mais independentes, afetuosas e mais integradas ao convívio social.

Se sentar à mesa e fazer uso dos talheres era uma tarefa aparentemente impossível para Terezinha Bispo de Sena. Ela veio da cidade de Coração de Maria especialmente para confraternizar com "os velhos amigos", disse, emocionada.

A enfermeira do Centro de Assistência Psicossocial Dr. João Carlos Lopes Cavalcanti – Caps III, Dailey Carvalho, responsável por três residências terapêuticas implantadas no município, afirma que “o trabalho de ressocialização devolve a dignidade e a autonomia a quem sofre de transtornos mentais”.

“Há histórico de pacientes que não se alimentavam, não usavam roupas e andavam descalços, mas já adquiriram autonomia para sair, já aprenderam a sentar-se à mesa e o que querem”, afirmou a psicóloga Margarete Carneiro ponderando que “são situações da vida diária que eles foram privados em realizar por muitos anos”.

Residências estão vinculadas ao Caps

Nas residências terapêuticas convivem cerca de 45 pessoas, mas já chegou a contar com 80 residentes. A redução da demanda, se deve ao falecimento de alguns indivíduos ou o retorno de outros ao convívio, pondera Robervânia Cunha, coordenadora de Saúde Mental.
Estas casas, diz ela, estão concentradas nos bairros Capuchinhos e Santa Mônica. Há também na Brasília e Jomafa. As residências estão vinculadas ao Caps.

“As residências terapêuticas que a Prefeitura mantém é classificada como do tipo I. São destinadas para egressos do Hospital Especializado Lopes Rodrigues e para pacientes que tiveram longo período de internação e apresentam condições de serem reinseridos na sociedade”, afirma Robervânia.
Esses moradores têm autonomia para fazer sua higiene pessoal, cuidam do lar e até podem sair. A assistência a eles é prestada por uma equipe multiprofissional da Secretaria Municipal de Saúde, composta por enfermeiro, assistente social, psicólogo, clínico, pedagogo, técnico de enfermagem, além de cuidadores.

Texto: Renata Leite
Fotos: Jorge Magalhães
(Publicado originalmente no site oficial da Prefeitura Municipal de Feira de Santana)

terça-feira, 25 de julho de 2017

LUCAS E EU: AMOR QUE NÃO SE MEDE




Do alto (?) de seus quatro anos bem vividos, ele diz que já é adulto, na tentativa de me convencer a atender o seu pedido. O poder de convencimento se desvanece nas minhas gargalhadas e ele, compenetrado, parte para outra, imediatamente: Sabia que já vou fazer cinco anos? Como se esse argumento valesse mais que o primeiro.

E assim começa – e às vezes termina – o diálogo com Lucas, meu neto, um presente que eu ganhei sem merecer, como diz a escritora Raquel de Queiroz em seu texto sobre a avó. Tudo que vem dele é grandioso. Um beijo na hora que acorda, um abraço para retardar a minha saída para o trabalho, as brincadeiras na hora do banho, o elogio espontâneo – Vovó, você é tão linda!

Ele é tão especial que já sabe, ainda tão pequenininho, valorizar duas coisas essenciais em nossa vida, família e amigos. Tanto que não permitiu que ninguém interferisse na lista de convidados para seu aniversário. Bárbara, preocupada em cumprir as regras sociais, bem que sinalizou, uma vez ou outra, com algum nome, mas ele se manteve irredutível: Esse não, viu mãe?

A conta é mais ou menos assim, Lucas tem quatro anos de vida e eu ganhei esse mesmo período de vitalidade e capacidade de superação. O seu amor me alimenta de tal forma que no final de semana, quando eu penso que vou descansar da labuta diária, troco qualquer compromisso (até um show de Zé Ramalho, acreditem!) para levá-lo a uma festinha.

Eu não sigo nenhum manual para desempenhar meu papel de avó. Meu leme é o coração e é por meio desse órgão que nos relacionamos. Se às vezes perco a paciência? Claro que sim. Mas nada que um afago, de ambas as partes, não contorne. O nosso amor é incondicional e imensurável e agradeço a Deus todos os dias por me permitir essa bênção que é tê-lo em minha vida.

Madalena de Jesus

domingo, 16 de julho de 2017

EXPOSIÇÃO IMAGEM DE MODA: VITRINA E COTIDIANO NA EBAM


A exposição Imagem de Moda: Vitrina e Cotidiano, da professora e jornalista Renata Pitombo Cidreira, é um dos destaques da programação de aniversário da Escola Baiana de Arte e Moda (EBAM), que acontece entre 17 de julho e 17 de agosto. A abertura da mostra acontecerá nesta terça-feira (18), a partir das 19h30, com recital de música, além de autógrafos nos livros publicados pela autora.

As imagens estarão disponíveis para visitação no período de comemorações do aniversário de um ano da EBAM. A jornalista apresenta vitrines de grandes marcas de moda produzidas em Paris, Milão, Madrid e São Paulo, nos anos de 2010, 2014, 2016 e 2017. Os registros de maisons como Chanel, Dior, Prada, Armani e Lanvin buscam evidenciar a força das composições visuais, através das cores, texturas e volumetrias. A mostra já foi montada nas cidades de Cachoeira, Feira de Santana e Salvador.

Sobre a autora

Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, onde também fez Mestrado e formou-se em Jornalismo. Em 2011, fez pós-doutorado em Sociologia no Centro de Estudos sobre o Atual e o Cotidiano, da Université René Descartes (Paris V – Sorbonne). Entre 2003 e 2006, coordenou o curso de graduação em Comunicação e Produção em Moda da FTC Salvador, onde liderou o grupo de pesquisa Moda Mídia.

Atualmente, é professora associada da UFRB e líder do grupo de pesquisa Corpo e Cultura (UFRB/UFBA). Também atua na pós-graduação em Moda, Artes e Contemporaneidade da UNIFACS e no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA, além de participar do grupo Estética e existência da UFBA.